segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Manto de Fogo - Parte III

Katherine bufou enquanto tentava desembaraçar seu cabelo com as mãos, já estava seguindo para o leste há uma semana e não tinha encontrado nada que lhe desse um motivo plausível para estar indo por aquele caminho. Naqueles dias estava dormindo na floresta durante a noite, não era algo que lhe incomodava muito, mas depois de pegar chuva por quase quatro horas seguidas o que mais desejava era um banho quente e uma cama macia. Estava decidida a parar em uma estalagem assim que a encontrasse. Seu cavalo também parecia cansado, tinham mesmo que parar num lugar mais digno. Não que aquelas pousadas de estrada fossem muito dignas, mas já era melhor do que nada.

         Escutou o som de alguém se aproximando pela estrada e fez a mesma coisa que estava fazendo até o momento, apressada saiu do caminho, se escondeu entre as árvores e esperou o som sumir novamente. Evitava ser vista, não sabia se alguém tinha a seguido desde sua casa. Continuou em frente mais algumas horas, viu o pôr-do-sol de cima de seu cavalo e pensou em Joffrey, imaginava o que ele estaria fazendo naquelas horas, para ela uma semana era o suficiente para que ele seguisse sua vida, afinal, eles não se conheciam há muito tempo e mesmo que essa semana não tivesse sido o suficiente para ela esquecê-lo, queria acreditar que para ele sim, assim se sentiria melhor.
 Aos poucos voltou a chover, irritada Katherine acelerou o trote de seu cavalo, mesmo assim, quando viu luzes de uma estalagem, já estava completamente encharcada.
Só depois de deixar seu cavalo no estábulo, abriu a porta da estalagem com mais força do que esperava, fazendo a bater na parede. O barulho ecoou por todo o lugar, algumas pessoas que estavam jantando olharam para ela com curiosidade. Corou no mesmo instante, mas ignorou todos e foi direto pedir um quarto, uma menina mais jovem que ela a atendeu e fez o que foi pedido. Levou Katherine para um quarto pequeno, meio sujo, porém já estava com a lareira acessa, o que fazia dali um lugar muito agradável.

    – Vai querer jantar agora? – Perguntou a garota.

   – Primeiro preciso tomar um banho – Respondeu Katherine. A jovem de cabelos ruivos e olhos castanhos ergueu a sobrancelha para Kath. 

domingo, 29 de janeiro de 2017

Por que usar prata? (Significado da prata e seu lado místico)


Pepita de Prata

A Prata é o metal da Deusa, a Lua, a noite, o secreto, o misterioso, a Alta Sacerdotisa, a energia feminina, a força da vida em seu aspecto oculto. A Prata vem em seguida ao Ouro em sua condutividade elétrica e também harmoniza bem com a maioria das gemas. Enquanto o Ouro emana uma energia extrovertida, a Prata é introvertida, enquanto o Ouro engendra autoconfiança, a Prata encoraja a autocontenção e reflexão introvertida. Enquanto o Ouro inflama com Luz ígnea, a Prata é um espelho para a alma, o metal da luz da Lua. Por ser encontrada em sua forma pura, foi um dos primeiros metais a ser utilizado pelos humanos, sua beleza e raridade fizeram com que fosse usada para fazer imagens divinas e peças para oferendas.

A Prata funciona melhor com pedras que estimulam as habilidades psíquicas e/ou trabalham para curar o corpo emocional. Auxilia na exploração dos reinos interiores profundos da emoção e intuição, pode ajudar a aguçar as habilidades empáticas da pessoa. Auxilia  a pessoa a abraçar o mistério e render-se ao desconhecido, para aqueles que perderam a percepção do mistério em suas vidas, a Prata pode ajudar na redescoberta da excitação de tudo que é desconhecido.

Ajuda a esfriar o excesso de calor no corpo e é uma boa equilibradora para mulheres vivendo desequilíbrios hormonais. É também uma excelente agente antibacteriana e antiviral, podendo ajudar a estimular a capacidade do sistema imunológico de enfrentar infecções.

A Prata é um amuleto protetor bastante popular, na China, crianças pequenas são protegidas por medalhões de prata ao redor do pescoço. Casais franceses prestes a se casar também se protegem com correntes de prata. A noção de que bala de prata podem destruir vampiros e lobisomens foi difundida pela literatura moderna e pelo cinema. Em contos de fadas, a Prata simboliza a jornada pela floresta negra e o confronto com o mistério. É um símbolo do reino inconsciente, o mundo da alma, de onde os padrões arquetípicos da vida surgem.


Fonte: Enciclopédia Cunningham de Magia com Cristais, Gemas e Metais - Scott Conningham.
O livro da Padras: O que elas são e o que ensinam - Robert Simmons e Naisha Ahsian

Anel e Pingente de pentagrama em Prata - Disponíveis na loja online da Aiya (www.aiya.com.br) 


Aneis de Prata da Aiya (www.aiya.com.br)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Manto de Fogo - Parte II

Depois de um mês de pura calmaria, Katherine achava que não mais teria problemas em sua vida, era de manhãzinha, o sol havia nascido a pouco tempo e lá estava ela, já costurando.
    Normalmente não começava seus trabalhos tão cedo, mas aquela não era uma encomenda normal, era um presente para Joffrey. Naquela semana estavam os dois passeando pelo bosque e o rapaz rasgou sua blusa em um galho, como havia sido ideia dela o passeio, estava se sentindo culpada. Katherine e Joffrey haviam virado bons amigos, se viam quase todos os dias e mesmo que isso agradasse a ambos, às vezes Katherine quase se esquecia que o amigo não sabia o que ela era.
      Alguém bateu três vezes na porta, Katherine ergueu os olhos da costura, não esperava visitas, nem de Joffrey, suspirou, apenas esperava que não fosse outra maluca querendo matá-la, levantou-se e abriu a porta lentamente, era um cavaleiro, vestido com uma armadura prata brilhante demais, seu rosto era quadrado e mal tratado e seus olhos vibrantes.
      – Senhorita Katherine? – Perguntou ele.
     – Sim. – Respondeu, não gostava de cavaleiros, muito menos na porta de sua casa.
     – Tenho um aviso de Sir Johann, poderia entrar?             
     Katherine não conhecia nenhum Sir Johann e não esperava o conhecer.
     – Sua capacidade de falar não piora ai fora, nem melhora aqui dentro. – A jovem não saiu de frente da porta e o homem pareceu ficar irritado com sua insolência.
    – Se afaste do Jovem Johann – disse o homem ferozmente – Ou irá se arrepender dentro de uma fogueira, mulher.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Comprinhas - Mercado Místico - Ed. de Dezembro

Olá gente! Tudo bom?

Dia 03 e 04 de dezembro aconteceu mais um Mercado Místico da Paulista. 
Gosto muito desse evento pois sempre tem gente nova expondo e cada vez mais faço amizades incríveis com outros estandistas. 

Além de claro, fazer comprinhas especiais. 

Nessa edição ganhei até um presentinho do meu marido ( pra quem acompanha a Aiya nos eventos sabe que ele tá sempre lá, ajudando a atender e buscando comida pra mim hahaha ) 

Foi esse terrário super lindinho: 


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Turistando: Portugal ( PT1 )


Olá pessoinhas! Aqui é a Aline e vim inaugurar a coluna de viagem, a maior viagem da minha vida até então: Portugal. ❤❤❤

Não só por ter sido incrível, mas também por ter sido minha lua de mel. 
A escolha da lua de mel foi por nossa descendência. Meu avô materno veio de portugal, depois da guerra com Angola, na qual ele lutou até, e os avós paternos do meu marido também vieram de lá. Nós dois crescemos com as histórias daquele lugar, e os dois lados mantém contato com o pessoal de lá, então o sotaque é algo mais que familiar e nostálgico pra gente.


Foto clichê sim, mas o céu é lindo demais pra deixar de ser fotografado.
Sobrevoando o Atlântico.
A ideia da lua de mel era nos últimos dias pegar um trem e dar uma volta por Paris, mas ficamos TÃO apaixonados por Lisboa que preferimos voltar pra Lisboa do que perder tempo indo pra França, já que planejamos conhecer o país em uma outra viagem. 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Manto de Fogo - Parte I

Inaugurando nossa sessão de contos e histórias, trazemos a primeira parte de "Manto de Fogo", uma história cheia de magia escrita pela colaboradora Ingrid Boni.



Certamente não era uma boa época para as bruxas. “Bruxa”, Katherine não gostava deste nome, lhe parecia algo tão malvado e devasto, nada do que ela fazia era de todo ruim. Assistia em silêncio uma desconhecida ser queimada na fogueira enquanto inúmeros outros desconhecidos gritavam “queimem a bruxa” ou algo estupidamente parecido. Olhando em seus olhos podia dizer, a mulher que queimavam certamente não era uma, no máximo era alguém que mexia com algumas ervas para agradar algum aldeão qualquer. Katherine sorriu com escárnio, era por isso que iam parar demais na fogueira.
             Balançou a cabeça negativamente e viu outra mulher lhe encarando fixamente, seus olhos castanhos eram rígidos e escuros, mas Katherine não se importou, tinha a personalidade forte e exibida, abriu um largo sorriso para a mulher e virou-se fazendo que seus cabelos loiros e ondulados voassem. Carregava uma cesta de compras da feira com algumas frutas, um coelho para o jantar e pães. Gostava de visitar a cidade e flertar com alguns homens, como gostava de ver as novidades com alguns feirantes, era muito bonita e quem a conhecia a adorava, apesar de nunca conseguirem saber nada sobre sua vida.

             Katherine morava dentro da floresta, sozinha, mas sempre dizia que morava com sua mãe, para assim não ser alvo de olhares estranhos, mais do que normalmente já era. Vivia uma vida pacata, nunca conhecera seu pai e aprendera desde pequena com sua mãe os feitiços, as regras e o amor pela natureza. Tirando em dias que ia à feira dificilmente via outras pessoas, sobrevivia com o dinheiro que conseguia vendendo algumas roupas que costurava. Nunca havia conhecido ninguém que a fizesse ter vontade de formar uma família, mas naquele momento estava feliz com isso. Depois de preparar algo que pudesse comer e costurar algumas encomendas o sol já estava se pondo e a jovem se sentia cansada. Saiu de casa e foi andando pela floresta que já conhecia muito bem, apenas parou quando chegou em uma lagoa, a água era clara e fria. Katherine tirou o vestido e o largou em cima de um galho, para que não molhasse, seu corpo era jovem e firme. Olhou o próprio reflexo, estava muito parecida com sua mãe e isso lhe agradava. Mergulhou, gostava de sentir aquela sensação à luz da lua. Ao voltar à superfície assustou-se, novamente aquele par de olhos castanhos lhe encaravam, uma mulher pequena e pálida.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Conheça 10 pedras preciosas mais raras que o Diamante!


Muitos sabem que o diamante é na verdade bem comum quando falamos de pedras preciosas, mas quem entre nós pode realmente dizer uma pedra que seja mais rara do que eles? Nós vamos apresentar para você uma coleção com dez das mais raras pedras preciosas do planeta Terra.





10. Painita


Em 2005 O Livro Guinness de Recordes Mundiais chamou a painita de a mais rara pedra preciosa do mundo. Descoberta em Myanmar pelo mineralogista britânico Arthur C.D. Pain por volta de 1950; por décadas só eram conhecidos dois cristais desse mineral hexagonal na Terra; em 2005 ainda existiam menos de 25 espécimes conhecidos.



Hoje em dia a painita não é mais tão rara quanto costumava ser. De acordo com a divisão de ciências geológicas e planetárias da Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), a identificação de um novo depósito de painita no Myanmar, “a recente descoberta da real fonte das pedras originais” e “a descoberta subsequente de duas grandes localizações na área de Mogok” levaram a recuperação de milhares de cristais e fragmentos de painita, mas mesmo assim ela ainda figura entre os minerais mais raros da Terra.[Crédito da Foto: Rob Lavinsky | CC BY-SA 3.0]




9. Alexandrita


A alexandrita possui grande renome por suas estranhas propriedades opticas – ela posso sofrer mudanças drástica em sua cor dependendo do tipo de luz na qual ela está. Para ser mais claro: essa mudança de cor independe do seu ponto de vista; uma pedra preciosa que muda de cor quando você gira ela em sua mão é dita como sendo Pleocróica, e apesar da alexandrita ser bastante pleocróica, ela pode tambem mudar de cor independente do seu ponto de vista sob uma luz artificial. (Sob a luz natural do Sol, a gema parece verde azulada, sob uma suave luz incandescente no entando a gema parece vermelho arroxeada.)

Sendo uma variedade de Crisoberilo, a alexandrita pertence a mesma fámilia de gemas como a esmeralda. Sua propriedades de mudança de cor (e sua escassez se comparada ao diamante) se deve a combinação extremamente rara de minerais que inclui titânio, ferro e cromo. [Crédito da Foto: Davud Weinberg | CC BY-SA 3.0]